Um termo espanhol se tornou conhecido, e talvez um pouco temido, em todo mundo de alguns anos para cá. Ninguém sabe ao certo quando ele vai acontecer, nem por quanto tempo ele vai durar, mas já é conhecido como fonte de problemas e prejuízos. O conhecido e temido El Niño é um fenômeno climático que acontece no Oceano Pacífico e envolve em seu “funcionamento” os ventos alísios.

Pescadores da costa do Peru notaram que, em alguns anos, a água ficava mais quente e o fênomeno sempre acontecia em épocas natalinas. Daí o nome “El Niño” (“o menino”), que é uma homenagem ao nascimento do Menino Jesus. Como descoberta de um fenômeno contrario ao “El Niño”, nasceu “La Niña” com efeitos parecidos mas em sentido inverso ao seu "irmão”

O El Niño acontece por meio do enfraquecimento dos ventos alísios. Isso causa um aquecimento nas águas do Pacífico, perto da costa oeste da América do Sul, sendo que em condições normais, esse aquecimento teria que acontecer perto na região da Indonésia.

No período do El Niño, ou La Niña, o mundo tem seus climas habituais mudados: aumento de chuvas em alguns lugares, secas em outros e em algumas regiões os temidos furacões arrasam cidades inteiras, junto com enchentes e outras catástrofes. Importante frisar que, apesar desses fenômeno contribuírem para o acontecimento dessas tragédias, eles não são os responsáveis por elas. Há um “sensacionalismo” geral por parte da imprensa mundial que atribui fatalidades ao El Niño. Esses fenômenos climáticos acontecem independentemente da ação humana, mas suas consequências variam de acordo com as condições que cada região apresenta, em função da ação humana.

E a menos conhecida, mas nem por isso menos importante, La Niña, acontece em sentido contrário ao El Niño. Os ventos alísios ganham força e empurram a massa de ar mais aquecida para mais perto da costa australiana. Assim como em outros anos, o vapor da água quente sobe e forma uma camada vertical de ar. Essa camada viaja pela troposfera e se descarrega na costa sul-americana. O que acontece no ano de La Niña é semelhante com o que acontece em anos “comuns” (sem El Nino), mas com uma intensidade bem maior.

Sustentabilidade, aquecimento global no Brasil e no mundo, desmatamento... Todas essas palavras são muito comuns nos nossos dias. A natureza nunca respondeu com tanta força aos maus tratos dados pelo homem. Conforme os anos passam, são registradas mais inundações, furacões, terremotos e se as ações do homem não mudar, a tendência é só piorar. Com isso, até mesmo fenômenos naturais, como El Niño e a La Niña, terão impactos maiores e mais prejudiciais ao homem.

O que é o El Niño?

El Niño, juntamente com a La Niña, são um fenômeno meteorológico, de proporções mundiais, que acontece no oceano pacífico, a oeste da América do Sul, especialmente na costa peruana, até a costa leste da Austrália e da Indonésia.

Os fenômenos do El Niño e La Niña tem entre seus fatores a temperatura do oceano e a atuação dos ventos alísios. Acontece em períodos variados de um a dez anos e pode alternar com o fenômeno La Niña ( efeito contrário ao El Niño) entre dois a sete anos. Cada vez que acontece tem características diferenciadas, ou seja, nunca é igual a seu anteriores. Foi “batizado” por pescadores peruanos que notaram que, em alguns anos, a temperatura da água subia de forma anormal nos dias próximos ao natal. El Niño quer dizer “menino” em referência ao menino Jesus, que tem seu nascimento comemorado no natal. Já a La Niña tem esse nome por ser o contrario de EL Nino.

Registrado desde o ano de 1877, o El Niño altera a força, e as vezes até mesmo o sentido dos ventos alísios, que sopram no sentido nordeste para sudoeste (no hemisfério norte) ou de sudeste para noroeste (no hemisfério sul). O ano em que seus efeitos foram de maiores proporções foi entre o ano de 82 e 83. Como consequências dessa queda de força dos ventos alísios, a temperatura do oceano tende a sofrer mais ação do sol e por isso, como um todo, fica mais aquecido. Em condições normais, a parte quente do oceano seria empurrada para a Austrália e Indonésia e a água mais fria ficaria na costa sul-americana.

Os estudos a respeito desses fenômenos ainda não conseguiram responder a grande parte das perguntas feitas sobre ele. O período exato de incidência entre um e outro e quais as suas reais proporções ainda são um mistério. No entanto, especula-se que esse acontecimento influencie a temperatura e a distribuição de chuva no mundo todo. No El Niño de 82/83 por exemplo sentiu-se variações em lugares como Brasil, Peru e Estados Unidos. Estes sofreram com grandes chuvas anormais para a época do ano. Na Europa ainda não há um diagnóstico preciso dos efeitos de El Niño. Porém, acredita-se que o fenômeno faz efeito também na Europa, só que com intensidade bem menor que nas Américas. 

Unido a outros fatores meteorológicos, como o aquecimento global, o efeito estufa e o desmatamento, o el nino aponta um crescimento na temperatura geral do planeta nos últimos anos. O El niño ainda pode pode ser chamado pelo seu nome mais “técnico”, que é ENOS (El Nino Oscilação Sul) . Em contraponto a La Niña pode provocar grandes resfriamentos em suas incidências mais fortes